28 fevereiro 2012

O novo acordo que já é de 1990

Um dia destes vou ter mesmo que ado(p)tar o novo acordo. Não que a vontade o dite, mas porque as circunstâncias o exigem. No local de trabalho este modelo já foi ado(p)tado em Fevereiro, na Faculdade está em vigor desde o início do ano le(c)tivo e a pouco e pouco começamos a ver a sua plena integração na sociedade.
Não gosto deste novo acordo ortográfico. Sim, também é por preguiça, pela falta de vontade de me adaptar a esta mudança. Mas, sobretudo, é pela identidade que a nossa língua portuguesa sempre teve lá fora e que agora parecem querer "globalizar, universalizar".
Além do mais, este acordo parece ser aquilo a que chamamos "o menino d'oiro" da classe política. É implementado apenas com o intuito da internacionalização e uniformização da língua, ou seja, "trata-se (apenas) de um instrumento político para servir a estratégia ideológica da lusofonia". Mas que, na verdade, nem isso conseguirá fazer, uma vez que a discussão sobre a dupla grafia e a facultatividade de escrita de algumas palavras mediante a oscilação da pronúncia tem provocado várias críticas a este acordo. Já para não falar da incoerência nas regras de hifenização...
Entretanto, no programa Política Mesmo da TVI24, o secretário de Estado da Cultura admite que poderá alterar o acordo ortográfico nos próximos três anos: "Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. Temos três anos para o fazer", afirmou.  
Assim o espero.  

Ler o artigo "O impossível acordo" de António Guerreiro, publicado no jornal Expresso no passado dia 25 de fevereiro e que deu origem a este post. Disponível aqui
 

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