A turma que nos visitou hoje era diferente. Não que isso influencie o nosso trabalho, não neste caso. Mas mereceram a nossa especial atenção. Simplesmente porque apesar da diferença mostraram ter garra, vontade e espírito de iniciativa. Quiseram mais, muito mais.
As palavras chegavam-lhes doutra forma, mas talvez com a mesma intensidade. E a atenção, essa, era redobrada. Criámos uma empatia imediata com esta audiência. Era inevitável, diria eu.
Foi (ainda mais) gratificante poder esclarecer as dúvidas que lhes surgiam, responder às questões que colocavam, transmitir-lhes conhecimento.
É com agrado que digo: a surdez não foi impedimento para estes jovens. A sede do conhecimento falou mais alto e puderam tirar o melhor partido desta experiência. E ainda bem.
É caso para dizer que, por vezes, os que têm menos são aqueles que querem (muito) mais e tiram o melhor proveito.
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